O profissional moderno e superdotado que conhecemos hoje, com flexibilidade, agilidade e incontáveis habilidades pessoais e técnicas é fruto de um profissional que não tinha clareza – e espaço, para defender sua postura diante do mercado.

Mas por que estamos falando do profissional do passado se queremos pensar no profissional do futuro? Porque apesar de termos espaço, muitos de nós ainda não tem clareza sobre como podemos usar as nossas habilidades e ferramentas a favor de uma posição melhor e mais assertiva no mercado.

Há pouco tempo, assisti um TEDx sobre o profissional do futuro. Michelle Schneider, a palestrante, contava que, em um de seus voos a trabalho, cruzou com o responsável por trazer google e facebook para o Brasil, Alexandre Hohagen. Durante a conversa, pediu o que ele avalia na hora da contratação de uma pessoa, visto que possui equipes de alta performance, e sem dúvidas, tem um cuidado especial com quem faz parte de seus times.

A resposta foi: “Quem é essa pessoa fora do ambiente de trabalho?”

A lógica do profissional do futuro é parecida com o profissional de hoje. Quem conhece o seu valor (habilidades, experiências, visões de longo prazo e resultados) naturalmente conquista seu espaço no mercado. Reconhece o que domina e se associa a pessoas que desenvolvem aquilo que ele não domina. Mas, principalmente, são pessoas que tem uma vida além do emprego. Pessoas, não robôs.

 

Nós, seres humanos, queremos (e precisamos) de pessoas, e isso não vai mudar.

Um estudo da Universidade de Oxford aponta que 47% dos empregos tendem a desaparecer nos próximos 20 anos. Ora, então o que faremos com as nossas graduações, cursos e conhecimentos?

A “velha história” de que no futuro, pessoas serão substituídas por robôs realmente deve acontecer, mas não apenas para uma pequena parcela. Cada vez mais pessoas ficarão ociosas, desnecessárias, e precisarão se adaptar. Ricas em conhecimento, graduações e diplomas, mas ociosas.

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Mas não é preciso esperar o ‘futuro’ para concluir que um profissional de destaque é aquele que sabe pensar, que prevê conflitos e, principalmente, os resolve.

O analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender” (Alvin Toffler)

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É assim que, no meu ponto de vista, essa pequena parcela de pessoas não será simplesmente substituída pela alta tecnologia. Sabendo utilizar o conhecimento que possui de uma forma nova e prática, focada na resolução de problemas e na reciclagem de conteúdos para diferentes situações. Com uma mentalidade de facilitador do processo e impulsionador da melhoria da vida das pessoas – esse é o profissional do futuro.

 

 

Oi, eu sou a Taís Bonetti!

Estudante de administração, ensino gestão para empresas juniores e cuido do bem estar dos nossos coworkers. Vem tomar um café comigo! ☕